Nós brasileiros somos um povo interessante. Estamos sempre esperando pelo próximo feriado!
No finalzinho do ano, chegam as férias das crianças, depois vem o tempo do Natal, mais um pouco de férias, começam as aulas e logo em seguida vamos adiando e postergando nossas decisões mais importantes para depois do Carnaval.
Não conheço nenhum outro povo que comece o ano em meados de fevereiro!!!
Mas... Isso não é nem bom nem ruim, simplesmente é assim. Reclamar, criticar, adianta bem pouco. Podemos, no entanto tentar refletir sobre essa nossa maneira de ser e ver no que podemos dar uma melhorada.
Penso que o que está de fato embutido é uma grande preguiça! Uma preguiça seletiva que tende a deixar o mais complexo, mais, desagradável, mais difícil, sempre para mais tarde.
Se analisarmos com isenção, veremos que é uma tremenda bobagem!
Deixar as coisas para depois não as tira de nossa cabeça, o que é pior, faz com que continuem pesando e nos preocupando.
Um exemplo: “Tenho que levar as crianças ao dentista”. Hoje não, a semana que vem está cheia de compromissos, no outro fim de semana é feriado, e assim o dentista vai ficando para o dia de S. Nunca!
Que tal começarmos este nosso ano “brasileiro” com a firme decisão de não deixar as coisas para trás. “O que se tem que fazer, faz-se logo, sem hesitações”.
Tomando o exemplo acima: Se preciso levar as crianças ao dentista, por que não pegar o telefone e marcar? Já! Pode até ser que o dentista esteja viajando, que não tenha consulta para aquela semana, o que for, mas o problema sai da sua cabeça! Ou melhor, é dividido com mais alguém, no caso o dentista.
vezes não nos consome mais tempo do que deveria?
Sei de uma pessoa que tomou uma decisão muito sábia: quando está na Internet e por algum motivo começa a cair a conexão, ou fica muito lenta, imediatamente deixa de lado e começa a fazer o segundo item da sua lista de prioridades. Se ganha muito tempo com isto! Porque, sem que percebamos, ficamos “brigando” com o computador e o nosso tempo vai sendo roubado na nossa cara!
Outra decisão que podemos tomar é com relação às nossas roupas. Por que deixar a limpeza do armário para o “dia universal da faxina”? Por que não criar o bom hábito de tirar do armário das crianças (e dos nossos) o que já não serve e pensar nos possíveis destinatários. Se há primos, irmãos menores, uma mala pode ser a solução. Se há funcionários com filhos pequenos, já colocar em sacolas com os nomes por fora. Se fizermos isto com certa frequência veremos que estaremos também continuamente vestindo nossos filhos e muitos outros. E sabemos que a “roupa que está sobrando nos nossos armários está faltando no armário de alguém”.
Nossa vida é assim! Uma sequência de pequenas decisões, que se sabemos tomá-las a tempo, sem adiamentos ficamos liberados interiormente e cresce nossa criatividade, bom humor e otimismo!
Faça a experiência e Feliz Ano Novo Brasileiro para todos!
Dora Porto
PS: Educar filhos faz parte do que se denomina Pedagogia Familiar cuja característica mais importante é a informalidade. Nos cursos do Instituto Ser Família vocês poderão compreender o valor dos pequenos atos e como ajudar os filhos a tomar boas decisões. Clique aqui.
